vai ser este o texto que dará o mote à próximo aula de língua portuguesa…
Ainda nada?
De manhã, bem cedo,
o senhor Luís cavou um buraco enorme na terra.
Neste buraco enorme, o senhor Luís deixou cair uma sementinha, cheio de esperanças
(porque as sementinhas gostam de abrigar-se na terra).
Depois, o senhor Luís voltou a tapar o enorme buraco e saltou-lhe em cima com todas as suas forças para
pisar
pisar
pisar
pisar a terra
(porque as sementinhas gostam de abrigar-se na terra bem pisada).
Depois, o senhor Luís regou bem a terra com o seu regador
(porque as sementinhas gostam da terra bem pisada e bem húmida).
Finalmente, o senhor Luís disse: Ficarei à tua espera.
(porque as sementes gostam de sentir que alguém as quer e guarda).
No dia seguinte, o senhor Luís foi ver se nascera alguma coisa.
Não havia nada que ver. Claro. Era demasiado cedo!
Há que ter paciência disse ele a um pássaro.
Mas o pássaro não disse nem piou.
No dia seguinte, fiel ao seu encontro, o senhor Luís regressou.
Não havia nada que ver. Era demasiado cedo!
Voltarei amanhã disse ele ao pássaro.
Mas o pássaro não disse nem piou.
No dia seguinte, o senhor Luís foi fiel à sua promessa.
Não havia nada que ver.
Tarda em brotar disse ele ao pássaro.
Mas o pássaro não disse nem piou.
No dia seguinte o senhor Luís voltou outra vez. Mas não havia nenhum rasto da sementinha.
Já estou farto!
Disse ele, um pouco enfadado, ao pássaro.
Não merece a pena voltar amanhã.
Mas o pássaro não disse nem piou…
Que flor mais bonita!, disse o pássaro quando, por fim, falou. Se a oferecer à minha companheira, de certeza que me dará um beijo!
(O pássaro estava apaixonado, claro!).
Ainda nada?
Disse o senhor Luís quando voltou no dia seguinte…