Sunday, April 6, 2008

[sekə], mais conhecido como C

E porque o dia é longo, e há tempo para muita coisa… Depois de almoço haverá aula de Cartilha Maternal… Será algo do género…

A – Muito bem! Então agora é a B! Vamos ler, B?
B – Sim!!!!
A – Então vamos ler esta palavra aqui. Pode ser?
B – É grande!!
A – É grande mas tu consegues ler! Vamos começar?
B – Sim…
A – Olhando para a palavra, diz-me qual é a sílaba tónica.
B – Esta! (aponta para a penúltima)
A – Muito bem. E porque é essa a sílaba forte?
B – Porque a palavra não tem nenhum acento, não acaba em /u/, /i/ nem /l/. Por isso é grave… e a sílaba tónica é essa… ;)
A – Muito bem! Muito bem explicado! Agora diz-me como se chama esta letra?
B – [ke]
A – Esta letra tem dois valores, B, não te podes esquecer disso.
B – hmmm [Ke]… [sə]?!
A – Quase, quase… é ao contrário… é [sekə]! Não te esqueças que a primeira leitura da letra é [s], sim? A segunda é que é com a língua encolhida. Ok?
B – Sim.
A – Então diz-me lá como se chama a letra…
B – [sekə]


Posted by jo in 23:21:55 | Permalink | No Comments »

Bandeira e Hino Nacional

Amanhã será a vez da Bandeira ser explicada, de o Hino ser relembrado…

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Na plateia estarão colegas e não catraios…

Posted by jo in 23:18:12 | Permalink | No Comments »

Raízes

É público o que sinto em relação a Fajão, em relação às minhas raízes…
A família Moreira, ainda que há quem se esqueça que tenho esse apelido ;), é a minha coluna vertebral. Apesar de 99% de mim ser igual à minha mãe (Espírito Santo e Silva), é do lado Moreira que vêm as raízes.
A minha relação com a música portuguesa, com a música tradicional, com a música de intervenção é antiga. Desde sempre a ouvi, e sempre gostei de os ouvir cantar.
Ontem, no aniversário do meu tio Necas, o serão foi passado na Taverna dos Trovadores. Um espaço delicioso ao qual vou desde pequena e onde me sinto sempre bem. À semelhança do que acontece com o Di Casa, onde me sinto mimada, na Taverna sinto-me mimada e em casa! Sinto-me orgulhosa!
Ontem foi um dia de festejo, uma espécie de “…a vida continua e é nos desafios que continuamos a crescer”. Festejou-se a vida do Necas, mas a nossa própria existência.
Três dos músicos que mais gosto juntaram-se para tocar. Eduardo Mirando – Edu, fantástico músico que faz do Bandolim uma extensão do seu corpo. Fernando Pereira – Ventoinha, músico dos Real Companhia (juntamente com o Edu e outros) e proprietário da Taverna e, por fim, o Sebastião, músico e compositor dos Quadrilha.
Por entre a música tradicional e ligeira portuguesa, por entre alguns clássicos estrangeiros dos anos 70, foram brilhantes!
Contudo, foi na “Serra do Açor”, música que assumidamente amo, que fui completamente guerreada. Tudo se junta naquela letra, naquela melodia. Estão lá os grande verões, o nestum da avó, a força do avô, as viagens pelas curvas, a barragem, os madeiros de Natal, as passas, os amigos que foram conhecendo Fajão. Está naquela música toda uma família (e afinidades) que vive a Serra e a Cultura Portuguesa com orgulho. Naquela música estou eu… completamente despida…
Chorei incontroladamente, e, mesmo que oiça milhares de vezes, a música ao vivo, acho que será sempre assim…
O Fernando diz que foi a melhor música que alguma vez escreveu… concordo…

Este video foi gravado pelo João, enquanto o Fernando tocava a “Serra do Açor”…

Posted by jo in 13:13:47 | Permalink | No Comments »