Sunday, June 17, 2007

MORFINA

Como adivinhou o meu tio que eu gostava?

E muito

Como é bela a deusa do meu céu

Actriz de ralé

No meu mausoléu de ninfas da maré

Faz dança do véu

Com um sururu de se tirar o chapéu

A feliz garça com o seu girar

Transmuta por dom

O meu lupanar em casa de bom tom

Angélico altar

Onde o varonil tem gosto em capitular

 

Bem vindos ao meu bazar

Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia

 

Morfina

Não perdes nada em entrar

Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia

 

A morfina

É tão quente a raça do seu ser

Seu jeito fatal

De dar a entrever o gozo sensual

O mole prazer

Que a carne retêm depois de esmorecer

E sem mais me deixa suspirar

Na maior nudez

Que venha a rodar a ter ser minha vez

Os braços no ar

Que me faça vir na graça do seu picar

 

Bem vindos ao meu bazar

Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia

 

Morfina

Não perdes nada em entrar

Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia

 

A morfina

 

Bem vindos ao meu bazar

Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia

 

Morfina

Não perdes nada em entrar

Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia

 

Morfina

Não perdes nada em entrar

Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia

Posted by jo in 17:28:25 | Permalink | Comments (3)