madeiro

Quero esperar as badaladas enquanto olho para ti, enquanto sinto o teu calor. Quero vaguear por ti no final e no início do que começa.
Quero esconder-me e reencontrar-me, sempre… em ti!!

Quero esperar as badaladas enquanto olho para ti, enquanto sinto o teu calor. Quero vaguear por ti no final e no início do que começa.
Quero esconder-me e reencontrar-me, sempre… em ti!!

Seguramente preferia ter as chávenas partidas e ter-te a ti inteira!!
Gosto de ti!
Três estrelas de alumínio
A luzir num céu de querosene
Um bêbedo julgando-se césar
Faz um discurso solene
Sombras chinesas nas ruas
Esmeram-se aranhas nas teias
Impacientam-se gazuas
Corre o cavalo nas veias
Há uma luz branca na barraca
Lá dentro uma sagrada família
À porta um velho pneu com terra
Onde cresce uma buganvília
É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,
Oiçam um choro de criança
Será branca negra ou mulata
Toquem as trompas da esperança
E assentem bem qual a data
A lua leva a boa nova
Aos arrabaldes mais distantes
Avisa os pastores sem tecto
Tristes reis magos errantes
E vem um sol de chapa fina
Subindo a anunciar o dia
Dois anjinhos de cartolina
Vão cantando aleluia
É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,
Nasceu enfim o menino
Foi posto aqui à falsa fé
A mãe deixou-o sozinho
E o pai não se sabe quem é
É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells
Rui Veloso
Gosto muito desta música e agora vem mesmo a propósito!
Passo a passo…
Vá pessoal, temos um comboio para apanhar!!! Era o início…
Entrar e sair do comboio, entrar, e passadas 5 horas, sair do autocarro!
Sabugal recebeu-nos de braços abertos, um abraço quente e aconchegante, que aliviou o frio que os ossos já sentiam.
Percorremos as ruas do Sabugal tentando conhecer algo de novo, procuraram-se mapas e, no castelo, a vaca foi ao leite.
De regresso ao quente descobrimos o crime e apanhámos a Sónia no espaço comum, com o sisal na mão!!
Pela manhã fizemo-nos à estrada…
Passo a passo lá fomos…
Foi um pára-arranca constante mas a paisagem sublime embalou-nos os passos. Ovelhas, pastores, caçadores…
Orienta a carta, olha as pontes, não percas os caminhos de vista, não te percas…
Tens dúvidas? Estendemos-te a mão aguardando as moedas.
E vocês continuam, esperando estar certos, esperando a hora da chegada…
Chegados a Sortelha, o espanto é muito! A tonalidade da vila é brutal e nós não podíamos estar num local melhor: mesmo no centro, em frente ao castelo!
Vamos dormir num cemitério? Sim!! E a Verónica? Não se preocupem, vai fazer-vos companhia esta noite…
De noite cumprimentámos Rangui e Papa, eles agradecerem, nós enregelámos. Parabéns aos novos investidos. A tribo está cada vez maior…
O sol volta a subir lá no alto… E nós acordamos lentamente.
Depois de muitos quilos de lixo apanhados, de músicas feitas, visitámos a sabedoria! Três doces senhoras encantaram-nos com a sua tradição, e nós… tentámos ajudar!!

Voltamos à casa… é noite de jogo… de aproximação!!
O sol põe-se e volta a subir lá no alto… Voltamos à estrada…
Passo a passo lá fomos construindo…
À medida que as distâncias encurtavam, éramos nós que crescíamos.
Cresciam os sorrisos, as frustrações, as conquistas. Vinham à pele todas as emoções, vinha ao de cima o cansaço…

Orienta a carta, olha as pontes, não percas os caminhos de vista, não te percas…
Tens dúvidas? Estendemos-te a mão aguardando as moedas.
E vocês continuam, esperando estar certos, esperando a hora da chegada……

Vamos lá pessoal, temos de chegar a tempo da surpresa!!
Mas tem a ver com os escoteiros? Vamos dormir na sede deles? É o quê?
Esperem e verão… confiem!
E depois de longas horas, chegámos… um banho quente esperava por nós!! Bem merecido!!
A sede do 33 de Belmonte estava já à nossa espera, e com eles nos sentámos à volta da fogueira… o calor do fogo envolveu-nos e embalou-nos o sono… a lua já estava bem alto.
Chegado o último dia, foi tempo de conhecer Belmonte e rapidamente chegar à Gare.
Na estação de Belmonte-Manteigas entrámos no comboio e voltámos a sair
em Castelo Branco, de novo no comboio e a próxima paragem é o Oriente. Estamos quase a chegar, só falta mais um comboio até Queluz…
Chegados à sede foi altura de atribuir letras, de entregar resultados e prendas!
Os Tigres estão de parabéns assim como toda a tribo…
Passo a passo lá fomos construindo a nossa Tribo!


embalo-me…
Não sei se é do frio… se da época do ano… se da falta de apetite para as letras…. mas…
este trabalho está a custar a sair…
O que seria de mim se eu nem gostasse desta disciplina!?
:S

Carta (Ano de 1890)
Ando nas ruas do centro
Estou lembrando tempos
Enquanto lhe vejo caminhar
Aguando à calçada
Um barbeia, um velho
Deita a noite e diz poesias
Ando nas ruas do centro
Estou lembrando tempos
Enquanto lhe vejo caminhar
Aguando à calçada
Um barbeia, um velho
Deita a noite e diz serenatas
Vinho enquanto ouve choro costurar
Passei na casa, seu José não estava
Memórias Senhor Brás Cubas Postumavam
Enquanto vi passar Helena pra casa de chá
Devagar, bonde na praça
Ainda borda delicadeza
Torna a gente
Banca de flores
Libertando sorrisos no ar
Vanessa da Mata
Gosto muito de voltar a ti… Muito…
A casa está vazia. A música ecoa pelos corredores, atravessa divisões e rebate nas paredes. Volta por fim a mim, aos meus ouvidos, ao meu corpo…
É a Vanessa, o Zeca, o Rui, a Mariza, o Jack, a Margarida…
Todos eles juntos para me embalar.
Hoje embalo-me, mas não me escondo. Embalo-me em mim e no Inverno. Deixo-me ir pelos segundos, pelo ritmo e pelo timbre do que oiço.
O calor da lareira conforta-me. Não sinto falta de nada.
Por hoje sorrio e deixo-me ficar… em mim.


Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Está no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Vanessa Da Mata
Foi uma bela prenda oferecida por umas quantas pessoas bonitas…
Quem achou que eu iria gostar desta menina… acertou!!!
Gosto… e muito!!!