Wednesday, May 31, 2006

Amigo P.

Porquê sentir raiva se tudo o que se pode perder é nada?


 

Estão abertas as inscrições para pedidos de devoluções mediante trocas generosas! Se precisarem dou ideias para possíveis moedas de troca ;)

 

Isto não tira a vontade de lhe partir o nariz!

 

 

P.S. - Amigo P. de: Parto-lhe a boca!

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Valores (ou um post entalado)

Valor masculino (plural: valores)

No plural
Grau de aproveitamento escolar de um aluno,
Junto a um número, gradua a classificação de um exame escolar
Haveres
 

Escala de Valores
Conjunto dos valores classificados e hierarquizados que servem de referência aos juízos e condutas

É entre passos apressados que a encontramos. Sempre com uma resposta pronta, e sempre calculada ao milímetro, tece a sua imagem de forma rigorosa.
A pouco e pouco vai enganando, virando a sua imagem para seu próprio proveito. Vai pisando cada pessoa à sua passagem e nem se digna a olhar para trás.
É nas respostas tortas, nos plágios, nos atestados falsos, nas desculpas de última hora, nas cábulas, que a encontramos. E é em cada novo gesto que se vai tornando cada vez mais baixa.
Serás tu bela?
Quais os valores que te interessam?
A que alunos irás tu ensinar a lealdade, a verdade, o rigor, o mérito?
Serão mesmo os valores das classificações mais importantes que os valores de referência?

Que mérito tens tu?
 

Não vais ficar sozinha, tu estás sozinha…
 

 

Tu não tens valor nenhum,
Andas debaixo dos pés,
Até que apareça algum
Doutor que diga quem és.
(António Aleixo)

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Elogio ao amor puro

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.
Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e é mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessýria. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso in Expresso

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Sunday, May 28, 2006

Lisbon

Lisbon, Portugal

Fair

On May 28, 2006
Local Time 16:50
 
Sunrise 06:15
Sunset 20:53
Latitude 38.78
Longitude -9.13
Current Temperature 35°C
Low Temperature 20°C
High Temperature
Humidity 25%
Pressure 1016,9 mb
Wind Direction VAR
Wind Speed 8,1 km/h

Weather data provided by weather.com

 

Tenho calor!!!!!

Posted by jo at 16:50:05 | Permalink | No Comments »

Balanço

Faltam hoje 6 semanas para acabarem as aulas. Seis semanas intensas, com trabalhos para entregar, testes para fazer, exames a evitar, horários a cumprir. É incrível como estamos a entrar na recta final, como tanta coisa mudou desde há precisamente um ano atrás. Os objectivos são hoje diferentes, os motivos para sorrir são mais, os sonhos e os desejos são cada vez mais fortes.

 

Quando hoje me perguntam porque estive 4 anos a acabar o secundário, sinto a resposta diferente. Sinto agora que o fiz para encontrar um rumo. Fi-lo para poder escolher um caminho. Ainda que tenha sido inconsciente, a verdade é que olhar para o futuro e não ver algo de motivante e pelo qual sintamos que valha a pena lutar, é suficiente para não acreditar. E a diferença está aí. Agora acredito. Acredito no que quero, no caminho que quero percorrer.

 

E tenho orgulho, muito orgulho na escola que escolhi. É que se não há escolas perfeitas, esta ESE tem muito boa qualidade. É em conversas com amigos, quando os oiço descrever as suas experiências académicas, que me apercebo da realidade vivida na Estrela. E se muitas vezes critico a instituição, é porque neste momento a fasquia está muito alta!

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Tuesday, May 23, 2006

Afinal

sou mesmo a

Princesa de Espadas!

Posted by jo at 17:49:47 | Permalink | Comments (1) »

Monday, May 22, 2006

Mariza

É magnifico ver uma princesa subir a escadaria.

Mereces muito mais do que simples globos de ouro.

 


 

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Friday, May 19, 2006

168º

É estranho escrever o 168ºpost. Não é que o número tenha alguma coisa de especial, mas é estranho olhar para trás e ver o que mudou desde o primeiro post da segunda reedição do blog.



A primeira edição data de 26 de Outubro de 2004 e falava de sonhos… 64 posts depois, e por uma estranha quebra informática, o blog tem a segunda edição mudando assim de endereço mas continuando todo igual. Passados 231 posts, entre imagens e desabafos, as palavras soltaram-se. Resta-me agora uma pergunta.

Será que o blog é o mesmo de antes? Será que escrevo com o mesmo à vontade do início?

Não…

 

Continuo a escrever para mim e para os outros, continuo a querer partilhar acontecimentos… mas agora penso nas pessoas que o lêem. Já muita coisa ficou por escrever para não magoar ou incomodar alguém, já muita coisa ficou por dizer para que problemas não fossem criados.

 

Este espaço tornou-se selectivo. Aos poucos, deixou de mostrar exactamente aquilo que penso e sou. Mostra agora apenas uma parte de mim. Tenho hoje textos entalados. Tenho desabafos que evito lançar…

 

Será que este é o post da mudança?

 

Despeço-me com o que alguém me escreveu no noutro dia:

Palavras soltas, só as apanha quem quer

 

Joana

Posted by jo at 18:16:58 | Permalink | Comments (2)

Wednesday, May 17, 2006

Gente Perdida

Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus

Eu fui assim chegando
Sem entender porquê
Já foram tantas vezes tantas
Assim como
esta vez
Mas é mais fundo o teu olhar
Mais do que eu sei dizer
É um abrigo pra voltar
Ou um mar para me perder

Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
Mas sabe o que não é verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E sinto tanto, tanto a tua falta

Eu fui entrando pouco a pouco
Abri a porta e vi
Que havia lume aceso
E um lugar pra mim
Quase me assusta descobrir
Que foi este sabor
Que a vida inteira procurei
Entre a paixão e a dor

Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
Mas sabe o que não é verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E sinto tanto, tanto a tua falta

Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
Mas sabe o que não é verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E guardo este abraço só para ti

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Sunday, May 7, 2006

sol de verão

Posted by jo at 20:00:09 | Permalink | Comments (2)