Sunday, February 26, 2006

As Tears Go By

It is the evening of the day
I sit and watch the children play
Smiling faces I can see
But not for me
I sit and watch
As tears go by

My riches can’t buy everything
I want to hear the children sing
All I hear is the sound
Of rain falling on the ground
I sit and watch as tears go by

It is the evening of the day
I sit and watch the children play
Doing things I used to do
They think are new
I sit and watch as tears go by

Posted by jo at 23:10:24 | Permalink | No Comments »

Friday, February 24, 2006

38 anos

Posted by jo at 21:25:40 | Permalink | No Comments »

Encontros e Despedidas

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Posted by jo at 19:27:10 | Permalink | No Comments »

Friday, February 17, 2006

Meses depois faz todo o sentido

Faz hoje mais sentido do que no dia em que o escrevi (21 Maio)

 

 

 

“Talvez sejas tu que te escondes.

Que te proteges em quadros e espelhos antigos.

 

Talvez sejas tu que eu espero que grites.

Que corras, que lutes.

Que acredites!

 

Talvez sejas tu que estás longe, ou não!

Tu que desfazes as fronteiras e percorres os sonhos.

 

Talvez sejas tu por detrás de um retrato.

Ou talvez seja apenas, uma parte de ti.”

Posted by jo at 23:16:28 | Permalink | No Comments »

À menina bonita

Não esperava nada mas uma menina bonita mandou-me esta mensagem…

 

“Quando não sabes quem és

Quando te sentes perdido

Quando não achas o caminho

E a vida perde o sentido

 

Quem é que te estende a mão?

Quem é que te quer ajudar?

São os amigos que aparecem

E te fazem acreditar

 

Quando te caem as lágrimas

Quando a tristeza é rainha

Quando a vida te engana

E perde a piada que tinha

 

Quem é que te prova o contrário?

Quem é que te estende a mão?

Quem é que te levanta a cabeça

E tira os olhos do chão?

 

São os amigos que contam

São os amigos que te querem bem

São os amigos que aparecem à frente

Quando não tens ninguém

 

Há sempre um gesto bonito

Há sempre algo a fazer

Os verdadeiros amigos

Têm sempre algo a dizer

 

Quando te sentires em baixo

Quando tudo à volta ruir

São os amigos que te agarram

E não te deixam cair”

 

E ainda acrescentou… “o caminho é em frente e a cabeça é para cima”

 

Pois a ela, e aos meninos que me fazem sorrirgosto muito de vocês!!!

Posted by jo at 22:47:54 | Permalink | Comments (1) »

“O que ouviste, leste, aprendeste e viveste não é assim tão importante como o uso que disso ireis fazer

                                                                                                       Ruben de Freitas Cabral

Posted by jo at 18:12:06 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, February 16, 2006

o cheiro dos livros

O Professor de Português

empolgou-se na lição

Tropeçou, caiu ao chão

Quase partiu o pescoço

Como aquele sábio grego

Que de tanto olhar o céu

Caiu dentro de um poço

 

O Professor de Português

Falava da natação

Dos poemas de Camões

E ouvi toda a epopeia

Senti o cheiro ao Mostrengo

Cheirava a sal e a trovões

E desgostos de sereias

 

Mas eu quero lhe dizer

O segredo verdadeiro

Até o ‘stor caiu

Os livros não tinham cheiro

 

E eu que não tinha atenção

Era uma nota sofrível

Senti vivo o predicado

Dentro do meu coração

Eu saltei, subi de nível

Fiz-me sujeito acordado

No centro da oração

 

Oh meu caro professor

Quero-lhe agradecer

Por ter ganho o meu nariz

Que me levou a toda a parte

É uma força motriz

Vou a Roma e a Paris

Vou à Lua e vou a Marte*

 

 

Mas eu quero lhe dizer

O segredo verdadeiro

Até o ‘stor caiu

Os livros não tinham cheiro

 

 

 

O cheiro dos Livros, Cabeças no ar

 

 

 

 

A ele, ao professor, e a todos aqueles que já se fartaram de me ouvir falar nele

 

*vou amar-te

Posted by jo at 16:25:41 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, February 14, 2006

Um comboio muito cheiroso

O que provoca um espaço vazio, em plena hora de ponta, num comboio da linha de Sintra?

Preparem-se. Podia até pedir-vos para fecharem os olhos e imaginarem mas assim não seria possível lerem o que se segue.

São 18 horas e entro, na Amadora, num dos muitos comboios abarrotados da cp. Ao entrar encaminho-me rapidamente até á “zona do corredor” que, para variar, se encontrava vazia, ao contrário da zona junto das portas.

Mas rapidamente percebi que aquele não era o lugar mais desejável de ocupar.

O cheiro. Ai o cheiro

Atrás de mim encontrava-se um homem de cabelos brancos, de óculos grossos e casaco castanho claro. Era um homem grande, de ombros largos e pés igualmente grandes. E era precisamente esse o problemaOs pés! Vindo directamente dos seus membros inferiores, um odor estava já espalhado pela carruagem. É o que bem dito ocupante tinha-se descalçado. Mas ainda ia piorar

Enquanto comia umas bolachas e sujava cada cm do chão, as pessoas iam afastando-se. Aos poucos iam levantando-se e ele ia ficando sozinho. E foi quando a senhora do banco da frente se levantou que o bem dito senhor colocou os seus grandes pés descalços mal cheirosos em cima do banco.

Metade das pessoas riam, metade tinha vontade de chorar.

 

 

 

E ainda reclamo dos atrasos dos comboios… Se todos os males fossem esses!

Posted by jo at 18:43:20 | Permalink | Comments (2)

Saturday, February 11, 2006

Confortos

Subi as escadas de chefia e olhei para as duas. Estavam todas empenhadas em fazer uma surpresa aos outros lobitos. Será que fazem ideia do sorriso que me deram?

 

Estavam a escrever isto numa cartolina amarela que vão deixar na parede do covil.

 

 

Foi aqui que começámos a seguir e a amar a vida de escoteiro

Peixe e Melro

10 anos

 

(Estavam a escrever isto numa cartolina amarela que vão deixar na parede do covil)

Posted by jo at 22:35:16 | Permalink | Comments (1) »

Friday, February 10, 2006

Agora a areia II

E quando tudo se repete, para quê voltar a escrever?

Parte I

Até já, não afastes os teus olhos dos meus…

 

Posted by jo at 20:40:38 | Permalink | Comments (1) »